UTI do Hospital Arlinda Marques em João Pessoa é interditada eticamente pelo CRM-PB
09/08/2019 13:08 em Brasil

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, foi interditada eticamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) na manhã desta sexta-feira (9). Na quarta-feira (7), o CRM-PB tinha dado um prazo de 48 horas para que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) solucionasse os problemas relatados pelo médicos da unidade.

Na quarta, o CRM da Paraíba havia recomendado que a SES providenciasse policiamento armado para garantir a segurança de profissionais e pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Caso contrário, os médicos do local podem ser interditados eticamente. A notificação foi motivada por ameaças feitas pelo pai de uma criança internada.

A assessoria da SES informou que uma nota deve ser publicada a respeito da interdição ética no Hospital Arlinda Marques ainda nesta sexta-feira.

À época, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o Hospital Arlinda Marques conta com uma estrutura de apoio para segurança patrimonial, mas frisou que irá cumprir a orientação do CRM e que já está trabalhando para contratação de segurança privada. Nesta sexta, no entanto, a recomendação não foi seguida e o conselho interditou eticamente, proibindo que os médicos trabalhem no hospital.

“É um absurdo o que está acontecendo neste hospital. Pacientes, acompanhantes e profissionais estão assustados e preocupados com a falta de segurança no local. Tentamos resolver o problema da melhor forma possível, mas só tivemos promessas de que a segurança armada seria providenciada. Infelizmente, temos que fazer a interdição ética”, explicou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Ele acrescentou que na próxima quarta-feira (14), a equipe de fiscalização do CRM-PB irá retornar ao hospital para verificar se foi providenciada a segurança do hospital. Caso contrário, o Conselho poderá interditar eticamente também o Pronto Atendimento do hospital.

O diretor de fiscalização explicou ainda que as interdições éticas realizadas pelo CRM-PB impedem o médico de atender nas unidades de saúde. No entanto, os pacientes que ainda estiverem internados continuam recebendo assistência médica, mas não há novas internações na unidade.

 

Ameaça de morte

 

A equipe de fiscalização apurou que na sexta-feira (2), o pai de uma criança de 6 anos internada na UTI disse que se a filha fosse a óbito, ele mataria uma paciente de 12 anos também internada no setor. Durante as ameaças, o homem quebrou dois vidros do setor, se feriu e deixou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde assustados. Com isso, o CRM-PB entregou relatório pedindo que fosse providenciado policiamento armado em um prazo de 48 horas, sob pena de interdição ética da UTI.

Fonte:G1 Paraíba

COMENTÁRIOS