Diretor da Lamia: voo poderia parar para reabastecer e plano B complicou
30/11/2016 - 15h19 em Esporte

O plano de voo do avião da Chapecoense que caiu nas proximidades do aeroporto de Medellín nesta terça-feira previa a possibilidade de o avião parar no meio do caminho para abastecer. De acordo com o general boliviano Gustavo Vargas, diretor da empresa aérea Lamia, as cidades de Cobija, no norte da Bolívia, e Bogotá, capital da Colômbia, eram alternativas para aterrissagem caso houvesse necessidade.

O voo fretado da Lamia que terminou em tragédia saiu de Santa Cruz de la Sierra com destino a Medellín. Antes disso, a delegação da Chapecoense pegou um voo comercial de São Paulo até Santa Cruz. Este, no entanto, foi o plano B da equipe catarinense. A ideia inicial era viajar com a Lamia desde o Brasil até a Colômbia, com uma parada para reabastecer na Bolívia. Porém, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) vetou o fretamento, pois de acordo com regras da aviação, uma empresa da Bolívia não pode fazer um voo do Brasil para a Colômbia, apenas companhias dos dois países envolvidos teriam a autorização.

- O voo poderia fazer uma parada técnica, com a possibilidade de se reabastecer de combustível, no município de Cobija, no extremo norte da Bolívia, mas isso não ocorreu. De Santa Cruz, teria que ir a Cobija, e de lá para Medellín. Mas eles foram direto para Bogotá, e aí o capitão teria que ver a possibilidade de seguir ou aterrissar. Era de noite. Por essa negação do Brasil tudo se complicou um pouco. Deveríamos sair do Brasil, entrar na Bolívia mais ao norte e ir para Medellín, mas o Brasil não nos deu essa autorização - disse Vargas, em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo.

Fonte:Globo Esporte

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