PF cumpre dois mandados da Operação Zelotes em condomínio de luxo, em João Pessoa
09/05/2016 10:46 em Policial

Policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (9), em João Pessoa, em uma ação de mais uma etapa da Operação Zelotes. Também estão sendo realizadas ações no Distrito Federal, Pernambuco e em São Paulo. Um advogado teria sido detido na ação da Capital para prestar esclarecimentos.

 A assessoria de imprensa da Polícia Federal de Brasília confirmou ao Portal Correio que os mandados foram cumpridos em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano Cabo Branco. A PF informou que não realizará entrevista coletiva nos estados da ação da PF no estado, mas uma nota será repassada pela ascom da PF de Brasília. 

A Operação Zelotes foi deflagrada há pouco mais de um ano, em março de 2015. Inicialmente, o alvo era o esquema de fraudes nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Na manhã desta segunda, agentes da Polícia Federal e integrantes do Ministério Público Federal cumpriam mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva na Paraíba, Distrito Federal, em São Paulo e em Pernambuco.

Um dos alvos é a empresa Cimento Penha, cujo dono é Victor Garcia Sandri, amigo do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que está entre as pessoas levadas para prestar depoimento.

 

As investigações indicam que a empresa do amigo do ex-ministro teria pago propina ao conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, Valmar Fonseca de Menezes para conseguir abatimento em uma dívida de R$ 106 milhões junto à Receita Federal.

Os procuradores apuraram que Menezes e outro conselheiro, José Ricardo da Silva, foram nomeados por Guido Mantega para a câmara que analisou o pedido da Cimento Penha. Silva, inclusive, já foi condenado na Zelotes. O ex-ministro e a empresa dele já tiveram os sigilos fiscal e bancário quebrados por ordem da Justiça.

Em e-mails interceptados pela Zelotes, o empresário Victor Sandri menciona o nome de Mantega em conversas com o então conselheiro Valmar. As investigações teriam encontrado pagamento de R$ 15 milhões para empresa de auditoria e consultoria vinculada a Valmar.

Fonte:Portal Correio

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